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A importância do pai na vida dos filhos

Estamos em pleno século XXI, cada vez mais podemos observar mulheres à frente das famílias, dos negócios. Verdadeiras lideres tanto no quesito financeiro, quanto no emocional e físico. Somos literalmente poderosas, e por mais que tenhamos nos esforçado historicamente para mostrarmos à sociedade quem somos e que somos capazes de assumirmos todos os papeis e criarmos nossos filhos sozinhas. Me perdoem as radicais, mas precisamos reconhecer que o pai tem um papel fundamental na criação de nossos filhos.

Já escutei, por várias, vezes mulheres dizendo que a presença de um pai não é assim tão importante. Entendo o ponto de vista. As mulheres são tão fortes, tão batalhadoras, tão ultra em tantas áreas, que realmente compreendo essa forma de pensar. Quantas mulheres estão tendo que levar uma família inteira nos ombros e fazem isso com maestria? Admiro. De verdade. Merecem uma verdadeira salva de palmas. Fazem isso com tanta garra, que seus filhos simplesmente podem chegar a dizer que o pai foi uma figura inexpressiva em suas vidas e que não sentem sua falta. Isso pode ser verdade. O pai realmente foi uma nulidade, logo não existe motivo para sentir sua falta e, para alguns, isso pode levar ao adágio de que, ser um pai não fez diferença, então é possível que a presença de qualquer um possa ser posta na berlinda. Há quem diga: terei meus filhos sozinha. Não tive pai, ele não fez falta e sei que dou conta.

É sabido, que o fato de alguns homens, tristemente, abdicarem da alegria de educar seus filhos e de fazer parte da vida e do crescimento deles não anula o que suas presenças poderiam ter feito ou o que elas poderiam ter contribuído para o desenvolvimento das crianças, futuros adultos. O homem, ao se tornar pai, carrega em si a chance de ser um mundo para outro ser. Carrega autoridade, força, segurança, coragem. Sua presença na vida desse novo ser pode fazer toda a diferença e, para muitos, isso depende da escolha de efetivamente querer desempenhar esse papel e realmente crescer como ser humano.

Segundo um artigo de 2010, da Associação Americana de Psicologia, que li meio que sem querer, as memórias de uma relação calorosa com o pai durante a infância estão diretamente relacionadas com a capacidade para enfrentar o estresse do dia a dia. O pai desempenha um papel fundamental na saúde mental dos seus filhos, e isso é visível na idade adulta. Os homens que relataram ter mantido uma boa relação com o pai durante a infância tendem a ser menos impulsivos na forma como reagem aos eventos estressantes do dia a dia do que aqueles que relataram relações mais pobres.

É incrível como esse estudo pode ser um exemplo de que a influência positiva ou negativa do pai nem sempre é tão óbvia. É claro que nem todos os impulsivos assim o são por causa de seu relacionamento com o pai. Mas é uma possibilidade. O pai pode fazer maravilhas e também pode fazer grandes estragos. Tanto com sua presença quanto com sua ausência. Mas isso, com toda certeza, também acontece com a figura materna. Dependerá da maneira como cada um entender e se dedicar ao seu papel.

O fato é que, não é fácil ser pai ou ser mãe, a responsabilidade é muito grande e nem todos estão preparados para assumi-la como deveriam. O ideal? O ideal, a meu ver, é um pai consciente de suas possibilidades, de suas limitações, mas que não se esquiva de sua responsabilidade quando acha que pode não dar conta. Enfrenta o “tranco”. Mostra coragem, vai à luta contra suas más inclinações, contra seus defeitos. Escorrega de vez em quando e não tem vergonha de, nessa hora, estender a mão na direção da mulher e pedir-lhe ajuda. Age dessa maneira até sem saber que, assim, mostra uma grandeza imensa diante dos filhos que o observam. Esses pais, que existem sim, também merecem aplausos. Pois, vão contra o que se prega na sociedade. São ativos, são dotados de uma humanidade linda e, ao meu ver, são muito, mas muito mais homens. Eles fazem a diferença para os filhos, para a sociedade, para mundo!

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Profissão "Professor" X Educação

Em pleno século XXI e ainda se tem a impressão que o professor e o quadro são partes integrantes de uma Educação eficiente. Estava eu ali, “professora”, que como muitas culpavam os alunos pelos seus fracassos, até o dia em que li em um livro, um pensamento que chamou minha atenção, “Quando todos estão pensando igual. Ninguém está pensando direito”. Entrei em sala de aula, estavam todos os alunos daquela turma enfileirados, em silêncio esperando por um visto em uma atividade básica que lhes pedia que classificassem as funções sintáticas das palavras nas orações exatamente como eu os havia ensinado. Todos começariam pelo sujeito até nomear a última palavra, levando em consideração os conceitos estudados. Todos enfileirados e uma atividade que não lhes permitia pensar, nem tão pouco ousar.

Um aluno levantou a mão e me perguntou se tinha algum problema ele ter encontrado primeiro a classificação do adjunto adnominal e não o sujeito como eu havia determinado. Aquele jovem me olhou aflito e perguntou se iria perder pontos. Naquele momento numa ação introspectiva eu me perguntei “Por que meus alunos precisam somente aprender conceitos já pré-estabelecidos? seguida de outras bem como “Que valores quero transmitir? Quanto eu preciso crescer enquanto professora? Por que tenho que considerar errada a resposta do meu aluno, que utilizou caminho diferente do que eu o ensinei, para chegar a resposta correta?

Foi nesse momento, exatamente nesse momento que os valores se desconstruíram. Enfileirar meus alunos em sala de aula e mantê-los em total silêncio, não era mais meu objetivo. Me desculpem aqueles que acreditam que o total silêncio de uma turma por imposição os faz excelentes professores. Rompi barreiras com esses conceitos, parei de falar que aqueles alunos que não aprendiam, não seriam destaques profissionais, passei a acreditar mais no ser humano. Eu precisava ouvi-los, conhece-los para saber o que eles precisavam para alcançarem seus objetivos, mas para isso acontecer, precisava antes de tudo me capacitar para lidar com gente.

Ser professor é saber acima de todos os conteúdos estudados ser gente que sabe lidar com gente. Então, olhei para minha turma de 7º ano de uma escola particular, e disse para eles que iria dividir a turma em grupos e cada grupo, juntos, iriam tentar encontrar uma maneira prática de ensinar para os colegas análise morfossintática. Pedi que eles levantassem, interagissem uns com os outros, escolhessem entre eles a metodologia, a forma como isso iria acontecer. Duas semanas depois a culminância dessa loucura foi surpreendente. Tivemos dramatizações, jogos com cartolina criados por eles – aquela ainda não era época da tecnologia – desafios e até uma banda com os alunos considerados por mim, no início do ano, como os mais desinteressados. Esses compuseram a letra da música, fizeram o arranjo e apresentaram um rock, que eles intitularam “Rock da análise sintática”.

Desse dia nunca mais vou esquecer, e tão pouco eles que de uma forma desconstruída aprenderam o que muitas vezes, nós professores passamos anos tentando ensinar. Claro que eu ainda, naquela época não tinha noção o quanto essa desconstrução faria diferença nas nossas vidas. Hoje chamamos isso de Ensino Hibrido, eu classifico como minha salvação enquanto professora. Proporcionar ao aluno aprendizado com liberdade, para ele buscar e independência para construir seu próprio conhecimento facilitando a troca de experiência entre o grupo e o professor, aproxima a turma, humaniza o professor e dá oportunidade de serem esclarecidas as dúvidas existentes sobre os conteúdos estudados.

A Profissão “Professor” é a mais antiga e a mais bela que a humanidade já teve oportunidade de conhecer. Algumas pessoas têm o dom do ensino, por isso é tão importante que aquelas que sentem na alma a vontade de ensinar e por meio do ensino transformar a sociedade, aprendam que a desconstrução faz parte do processo, há momentos que precisamos derrubar o que já está edificado para construir algo melhor e mais forte. Acredito na Profissão “Professor”, acredito que estamos em constante aprendizado e que não temos que ter medo de aprendermos com nossos alunos e ajudá-los a descobrirem até mais do que nós sabemos, acredito numa escola diferente que construa “gente” para lidar com “gente”, por isso sou PROFESSORA.

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O desafio de viver

Desde que nascemos ouvimos que a vida é um grande desafio. Que precisamos nos preparar, aprender a fazer escolhas, sermos seguros de nossas ações, competentes naquilo que nos comprometemos a fazer, é certo, mas nem por isso nossas ações precisam ser experiênciadas como um pesado fardo.

Não podemos enxergar a vida como uma constante sucessão de obstáculos, os desafios são oportunidades de crescimento e de evolução. A existência precisa ser vista como uma caminhada onde o prazer também se faz presente.

Se cada vez que diante de nós as circunstâncias se mostram totalmente adversas aquilo que queremos – ou seja, que contrariam nossas expectativas e nos desequilibram emocionalmente -, nos deixarmos dominar pelo desânimo, a amargura ou a falta de fé, certamente estamos desacreditando no real motivo de nossa existência. Estamos desacreditando em nossa capacidade de reconstrução. Estamos nos entregando ao fim, sem ao menos termos chegado a esse.

Ao invés disso, por que não entendermos que esse é o momento de observar cada situação, sem compara-las com outras já vividas, pois fazer comparações podem nos levar a cultivar a crença direcionada pela mente, que não existe possibilidade de construir uma vida diferente daquela que está diante de nós.

Essa é, aliás, a principal causa de infelicidade e insegurança que domina a maior parte dos seres humanos. Ao invés de confiarem em um Deus infinitamente justo e bondoso e entenderem a capacidade intrínseca, que cada um de nós possuímos, de criar novas possibilidades, muitas das vezes nos mantemos agarrados ao conhecido, como se ele fosse um destino inexorável, do qual não podemos nos libertar.

Precisamos vez ou outra nos lançarmos ao desconhecido para compreendermos, de fato, o dom de criar o novo e aprendermos a desaprender. Quanto maior minha necessidade de aprender a conviver até comigo mesma, maior será a chance de transformarmos o mundo em que estamos inseridos, em um mundo melhor, mais digno até mesmo para aqueles que virão.

Assim como você já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e as vezes até mesmo esquecer pessoas inesquecíveis. Já agi por impulso, já me decepcionei e já fiz decepcionar. Já sorri quando não podia, assim como já gritei e pulei de tanta felicidade. Já tive medo…mas vivi e ainda vivo, porque não devemos passar pela vida. Devemos viver, mesmo em meio a desafios, porque o mundo pertence a quem se atreve a acreditar que a vida é muito para ser insignificante.

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Qual a essência da linguagem humana?

“A linguagem fez-se para que nos sirvamos dela, não para que a sirvamos a ela.”  Fernando Pessoa

No final do século XIX, o latinista que inspirou muitos linguistas, Antônio de Castro Lopes decidiu que investiria contra o surgimento e aplicação das palavras de origem francesa e inglesa em nosso vocabulário. Segundo ele, patriota que era, essas palavras contaminavam a língua portuguesa. Então o professor Castro Lopes inventou palavras à partir de uma etimologia retirada totalmente do português e as compilou no livro Neologismos Indispensáveis e Barbarismos Dispensáveis.

Como por exemplo a palavra “Cinesíforo” que foi inventada para substituir “chofer” do francês “chauffer”, ou “Alvissareiro” que deveria substituir “repórter”, anglicismo proveniente do inglês “to report” que por sua vez vem do latim “repotare” que significava a ideia de uma notícia levada ao repórter para ser levada novamente ao público. Os repórteres hoje agradecem a palavra “alvissareiro” não ter caído no gosto do falante brasileiro, assim como “ludâmbulos” que seriam “turistas”. Claro que outras criadas por ele fazemos uso até hoje, como “estreia” ou “cardápio”

Mas o interessante nesse processo é observar como a linguagem está intimamente ligada a nossa condição de ser vivo. A vida das pessoas está associada ao processo de comunicação e aprimoramento da capacidade comunicativa que acompanha a própria evolução humana. À medida que amplia seu relacionamento com o mundo, o ser humano aperfeiçoa e multiplica a capacidade de comunicação, envolvendo palavras, sons e imagens. Textos verbais e não-verbais interagem e contribuem para a representação oral e escrita das sociedades.

A língua é um código desenvolvido para a transmissão de pensamentos, ideias e interação entre os indivíduos. Dessa forma, a língua pertence a todos os membros de uma comunidade e a nenhum deles isoladamente. Assim, como a língua é um código aceito, convencionalmente, por toda uma comunidade, um único indivíduo não é capaz de criá-la ou modificá-la. Em razão dos costumes, das gerações, de processos políticos, dos avanços sociais e tecnológicos, uma língua evolui, transformando-se historicamente. Por exemplo, algumas palavras perdem ou ganham fonemas, outras deixam de ser utilizadas, novas palavras surgem, de acordo com as necessidades, sem contar os “empréstimos” de outras línguas com as quais uma dada comunidade mantém contato.

Então, a língua constitui, pois, um código mutável que integra as relações humanas e que, ao mesmo tempo em que sofre modificações, participa das mudanças nas sociedades. Esse patrimônio social é responsável pela possibilidade de se preservar o conhecimento e de transmiti-lo à outras gerações no correr do tempo. É por meio da linguagem que as sociedades perpetuam suas histórias escritas. Sem a linguagem o mundo seria um imenso vazio.

Observa-se, também, a partir desse ponto de vista, uma relação bem próxima entre linguagem e cultura. Uma é expressão da outra. Essas duas entidades possuem uma relação tão ampla e complexa, que abrange desde a consideração de que as estruturas linguísticas possam se edificar, a partir de uma situação cultural, até a afirmação, em sentido contrário, de que os costumes linguísticos, de determinados grupos, tenham moldado, fundamentalmente, a cultura desses povos. Ou seja, a linguagem modifica a cultura e essa modifica aquela.

No entanto, sendo o ser humano portador da linguagem, ele não é dela possuidor, apenas usuário. E, no uso, modifica a língua, mas não a detém para si como algo seu. Isso acontece porque a língua é um sistema social e não um sistema individual. Ela preexiste às pessoas. Não se pode, em qualquer sentido simples, ser autor. Falar uma língua não significa apenas expressar os pensamentos mais interiores e originais, significa, também, ativar a imensa gama de significados que já estão embutidos no sistema cultural de dada comunidade, sociedade.

Essa relação intrínseca entre língua, cultura, sociedade, constitui arranjo fundamental nas atividades cotidianas de nossas vidas. Dessa forma, as mudanças ocorrem, tanto na cultura quanto na língua, seja por eliminação, acréscimo ou modificação de elementos. Não é uma coisa voluntária, acontece sem que se perceba, de forma ininterrupta. Assim, as pessoas reestruturam aspectos linguísticos e valores morais, por exemplo, muitas vezes, sem perceber. Mas, para tristeza de muitos, ninguém, isoladamente, modifica uma língua. Ela pertence ao conjunto de falantes e responde por seus comportamentos sociais, culturais, morais, éticos.

Compreende-se, então, que a linguagem é a principal concepção do ser humano (ser falante) representa para si o mundo por meio da linguagem e, assim sendo, a função da língua é representar/refletir seu pensamento e seu conhecimento de mundo. A interação entre palavras de diferentes origens é importante para a construção social de um povo.

Finalmente, naquilo que diz respeito à sua essência, línguas são fenômenos inerentes ao ser humano e semelhantes a ele próprio: sistemáticos, porém complexos, arbitrários, irregulares, mostrando um acentuado grau de tolerância a variações, repletos de ambiguidades, em constante evolução aleatória e incontrolável. Por isso a linguagem é espelho fidedigno das pessoas. É como diz Fernão de Oliveira (1536), “cada um fala como quem é”.

Pura verdade aos olhos linguísticos. É pelo falar que localizamos a origem, as influencias, os gostos, os sentimentos e desenvolvemos relações sociais. Não existe ainda a tão buscada, por alguns cientistas, linguagem universal como um código único que representaria um universo de significados independente da região, país ou universo. Utopia! A beleza da linguagem é exatamente o diferente. No universo do linguista cada código um desafio e cada aprendizado uma vitória.

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Dra. em linguística – Zulemay Ramos

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Pessoas especiais, projetos inspiradores

“Deus dá hoje aos homens oportunidade de mostrar se amam ao próximo. Aquele que verdadeiramente ama a Deus e aos semelhantes é o que mostra misericórdia ao desvalido, ao sofredor, ao ferido, aos que estão prestes a perecer. Deus insta com cada homem para que assuma sua obra negligenciada de buscar restaurar a imagem moral do Criador na humanidade. Carta 113, 1901.”

                                                                                                   Ellen White. Beneficência Social.

Estamos em pleno século XXI, e cada vez mais o homem está longe de mostrar a misericórdia aos necessitados. Num mundo que nos apresenta constante desobediência, gaIMG-20170627-WA0021nancia, violência… como ensinar o verdadeiro sentido da palavra solidariedade? A Bíblia diz que ajudar ao próximo é expressar o amor de Deus. Será que é comum pararmos para imaginar o quanto podemos fazer bem a alguém? Até que ponto somos capazes de dividir o pouco que temos com alguém que nunca nos ajudou ou até mesmo com algum desconhecido? Até que ponto somos capazes de anular nossas necessidades em prol da necessidade de outros?

Já me fiz várias vezes essas perguntas. Já obtive respostas… já conheci pessoas que me fizeram sentir humana, e outras que me fizeram ter vergonha de ser gente.

É sabido que a palavra solidário, na sua etimologia, significa sólido (que não é vazio ou oco; maciço) e “ário” (que exerce certo oficio), já na linguagem coloquial a palavra “solidariedade” é o ato de apoiar, de ajudar a outra pessoa. Mas para a filosofia, essa palavra significa a atitude que adotamos levando em conta o interesse dos outros, independente de conhecer a esse outro, ou concordar com o que ele acredita. Resumindo, solidariedade, na prática, é sinônimo de ajuda desinteressada.

Solidariedade foi o que conheci na atitude desinteressada de dois jovens adventistas, Gabriel Garcia Moura e Ariel Vilas Boas, dois alunos da Educação Adventista, membros do clube de Desbravadores, que sozinhos coletaram material, agarraram suas Bíblias e numa pequena canoa seguiram pelo rio ao encontro da população ribeirinha, mais necessitada, próxima a cidade de Belém – PA. Jovens destemidos e tementes a Deus que motivados por amor deram conforto em suas palavras, exemplo em suas ações e criaram um projeto belíssimo que ensina o verdadeiro sentido da palavra solidariedade.

Não é comum pararmos para imaginar o quanto podemos fazer bem a alguém, principalmente quando não conhecemos esse alguém. Mas esses dois jovens se colocaram no lugar daquela comunidade carente, imaginaram suas dores, seus anseios, solidarizaram-se com essas pessoas e por elas saíram de sua zona de conforto para compartilhar aquilo que aprenderam dentro do cristianismo e em um movimento isolado abriram seus corações para comprovar e praticar o amor de Deus.

Ser solidário é formar vínculos. Não ter gestos mecânicos e automáticos, como dar uma esmola pela fresta do vidro do carro antes de abrir o sinal. Ser solidário é estabelecer um relacionamento humano que muda a vida de todos os envolvidos, não só de quem é ajudado, mas também de quem ajuda. Esses jovens adventistas mostram ao mundo, num trabalho de “formiguinha”, que a vida cristã é uma vida solidária, de estabelecimento de vínculos, de relacionamento humano, face a face.

Doar uma cesta básica num evento social não significa que somos capazes de dividir o que temos com outros. Não devemos confundir solidariedade impessoal com solidariedade cristã. Esses jovens não estão doando algo material para suprir apenas uma necessidade física de alguém… esses jovens estão partilhando a própria vida, por meio de uma disponibilidade, que está muito distante dos moldes de vida que a sociedade tem hoje. Eles estão disponíveis à essas pessoas, abrindo mão de costumes que só priorizam o individualismo e exercendo a cidadania de maneira autêntica.

É importante lembrar que é um compromisso cristão exercer a cidadania de maneira autêntica, participando ativamente da vida política e social, no intuito de transformar a cidade e o país em locais melhores para se viver, são autênticas vivências de solidariedade. Estas, de maneira especial, incluem compromisso e formação de vínculos com os demais, pois são ações que somente ocorrem a partir da coletividade, e o Gabriel e o Ariel, são exemplos a serem seguidos. Jovens de fé, de coragem que por amor estão levando a palavra de Deus e fazendo a diferença na vida de muitas pessoas, incluindo a minha.

 

 

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The Journal of Management Science and Business Intelligence (JMSBI)

The Journal of Management Science and Business Intelligence (JMSBI) is an open access, multidisciplinary journal dedicated to publishing high-quality and the latest research results and applications in areas of the management science theory and application, Business, and Intelligence decisions. Papers published by the journal represent important advances of significance to specialists within each field. We are […]

via Integration of Holonomic Thinking in Educational Leadership Development Courses — Transition Consciousness

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Educação: Tecnologia

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É incrível como o  conhecimento de novas tecnologias ainda encontra resistências no ambiente escolar, que deveria ser o ambiente de inovação, isso porque trabalhamos com a construção do futuro. Enquanto alguns educadores temem que o uso da internet, de softwares educativos e de plataformas de ensino a distância possam atrapalhar o processo de aprendizagem, outros negam a existência desses recursos didáticos por desconhecer suas potencialidades ou terem medo de se desafiarem ao novo.

Se pararmos para pensar nas tecnologias contemporâneas vamos observar que essas nos permitem leituras inovadoras do mundo e por isso ampliam as possibilidades de juntura, construção e circulação da informação. Hoje, presenciamos a juntura de movimentos sociais e da sociedade civil por meio de sites, redes sociais, blogs etc.

É inadmissível ignorar a quantidade e a qualidade de informações que circulam nos espaços virtuais. É extremamente fascinante a variedade de textos, imagens e vídeos existentes na web. Ensinar nossos alunos a se apropriarem dessas novas linguagens é a única forma de fazê-los competentes na comunicação coletiva. Por isso, toda escola deveria arcar com o compromisso ético de oportunizar aos alunos o uso adequado dessas ferramentas, dando, assim, possibilidade, a esses, de serem capazes de filtrar as informações disponíveis, produzirem conteúdos e conseguirem articulá-los de forma reflexiva, sem prejuízo para sua construção intelectual e ou moral.

Como dizia o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889-1951) “Os limites da nossa linguagem denotam os limites do nosso mundo.” Então posso me apropriar desse pensamento para afirmar que quanto maior for a variedade de ferramentas colocadas a disposição do aluno, maior será seu território de ação. Mais aprendizado… mais competência.

Estamos no século 21, não tem mais como trabalhar em sala de aula como trabalhávamos há 10 anos. A sala de aula precisa mudar, para que o ensino se torne prazeroso para os alunos nos dias atuais. Os jovens são outros e os professores precisam seguir essa mudança. Não é fácil adaptarmo-nos ao novo, mas é necessário.

Veja que legal, uma parceria entre Unesco e o Instituto Phorte Educação oferece gratuitamente, um curso online sobre tecnologias para a aprendizagem no Ensino Médio e Fundamental dividido em 4 módulos de 12 horas e destaca subsídios para um planejamento pedagógico apoiado no uso das novas ferramentas, passando pelo seu uso na avaliação escolar e favorecendo o trabalho com habilidades e competências na sala de aula. Ficou interessado acesse o link Curso grátis para professores

A Google também apoia a Educação e para isso disponibiliza de um projeto mundial chamado Grupo de Educadores Google que nos possibilita conhecer, as inúmeras ferramentas gratuitas que podem ser utilizadas dentro da sala de aula para ajudar a reter a atenção do aluno ou simplesmente tornar o processo de ensino mais colaborativo e divertido. A ideia desse grupo é discutir como aplicar essas ferramentas dentro da nossa realidade. Acesse o GEG Belém GEG Belém

Fonte: www.apoioaoprofessor.com.br

 

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SETE PERGUNTAS QUE DEFINEM A IMPORTÂNCIA DO COOPERATIVISMO PARA A SOCIEDADE BRASILEIRA

O cooperativismo é baseado no ato de co.o.pe.rar, que segundo o Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa significa agir ou trabalhar juntos para um mesmo objetivo ou fim comum. Agir conjuntamente para produzir um efeito; contribuir. Na sociedade brasileira o Cooperativismo tem crescido muito, gerando com esse crescimento oportunidade de trabalho em um momento de desemprego e falta de estabilidade econômica. Mesmo assim, algumas pessoas ainda tem dúvidas do que é o Cooperativismo e qual a relação dele com a sociedade. Para tentar nortear essas dúvidas vamos responder as sete principais perguntas de quem escuta falar pela primeira vez em cooperativismo.

  1. O que é de fato cooperativismo? O cooperativismo nada mais é do que uma associação de pessoas unidas com a finalidade de cooperarem umas com as outras, buscando assim soluções para problemas econômicos por meio da solidariedade humana.
  2. Quando surgiu o Cooperativismo? É incrível como a cooperação tem se feito constante na vida do ser humano, com o passar do tempo. Historicamente se sabe que o Cooperativismo existe desde a pré-história. Mas, foi no século XIX que a idealização desse sistema nasceu, em 1844, no bairro de Rochdale, em Manchester, na Inglaterra. A partir do desemprego gerado pela Revolução Industrial, os tecelões criaram o que podemos chamar de primeira cooperativa da história.
  3. No Brasil o Cooperativismo nasceu como?  Segundo Benato [3] (2002, p.64), “o início do Cooperativismo foi em 1847, quando o médico francês Jean Maurice Faivre, adepto das ideias reformadoras de Charles Fourier, fundou, com um grupo de europeus, no sertão do Paraná, a Colônia Tereza Cristina organizada em bases cooperativas. Essa organização, apesar de sua breve existência, contribuiu na memória coletiva como elemento formador do florescente cooperativismo no País. ”
  4. É verdade que o Cooperativismo é uma tendência?  Não temos como analisar a evolução da economia brasileira sem falar da evolução das cooperativas de crédito, porque essas são as grandes fornecedoras de tendências da economia do país.
  5. Então pode-se dizer que o Cooperativismo crescerá ainda mais na sociedade brasileira? O Cooperativismo se fortalece cada vez mais. Segundo a Revista Época Negócios de janeiro de 2017, as cooperativas são negócios verticais, com crescimento garantido e geração de empregos. “ O potencial de crescimento das cooperativas em geral, acreditam os gestores do sistema, está longe de se esgotar. Embora a verticalização seja acentuada, muitos espaços podem ser ocupados ou aprimorados nas cadeias produtivas. Isso inclui o marketing, a internacionalização, a criação de novos nichos de mercado, assim como a área de pesquisa e inovação.”
  6. Por que o Cooperativismo se diferencia de outras sociedades? As cooperativas se  diferenciam  das  demais  sociedades   por   terem   características   próprias:   adesão   voluntária,   capital   social   variável,   um   homem   um   voto,   dependem   de   um   número   mínimo  de  pessoas  para  sua  existência  e  não  de  capital, o  rateio das    sobras e perdas é proporcional à produção de cada cooperado; entre outras  especificidades  mais  que  as  tornam  tão  especiais  por  valorizarem  o  ser  humano  e  não o capital.
  7. O que significa OCB? A OCB (Organização das Cooperativas do Brasil) é uma entidade que congrega todas as Cooperativas brasileiras, de todos os ramos, representando-as formal e politicamente.

Li certa vez, não lembro onde, uma frase que dizia “ Nem capitalismo, nem socialismo. Mas sim, cooperativismo. ” Naquele momento não tinha a noção de que conheceria um pouco dessa prática. Mas hoje observando o Cooperativismo paraense (OCB/PA) sua força econômica no Estado e a luta de seus dirigentes para cada vez mais capacitar e qualificar os participantes libertando o homem do individualismo e o direcionando para a coletividade.

Posso afirmar que o Cooperativismo consegue tirar do capitalismo o que existe de melhor, enquanto gera negócios e proporciona à população vagas de emprego. Assim como, dizer que é incontestável o crescimento desse sistema, já que é sabido que grandes realizações e feitos nunca foram resultado de um “exército de um homem só”, mas sim da união, da colaboração, da participação de muitos em busca de um único fim. Fim esse, para os colaboradores e participantes das cooperativas, que significa trabalhar no sentido da essência do cooperativismo, que é o desenvolvimento social em busca de um país melhor, o que faz do Cooperativismo elemento muito importante para o desenvolvimento da nossa sociedade brasileira.

Referências

[1] BENATO AZOLIN, João Vitorino. O ABC do Cooperativismo.São Paulo: Ica, 131p.,1995.

[2] BENATO AZOLIN, João Vitorino. Cooperativismo de Trabalho, O Gigante Acorda. São Paulo: Ocesp, 86p., 1997.

[3] BENATO AZOLIN, João Vitorino. O ABC do Cooperativismo. São Paulo: OCESP – SESCOOP, 192p., 2002.

[4] CRÚZIO, Helnon de Oliveira. Como Organizar e Administrar uma Cooperativa: Uma Alternativa para o Desemprego. Rio de Janeiro: Editora FGV, 156p., 2005.

[5] REVISTA ÉPOCA NEGÓCIOS. JANEIRO 2017

 

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