Homenagem aos alunos

Meus queridos alunos, meus coleguinhas,

 

O que falar a vocês quando a emoção embarga a voz, provoca a lágrima e faz encher a alma de carinho, afeto e pertença?!

Hoje preciso confessar a minha incompetência para encontrar palavras capazes de traduzir o que se passa dentro desta educadora, depois de ler e saber em que se tornaram e o quanto ainda lembram dos nossos momentos em sala de aula! Então, com toda a humildade, recorro a Fernando Sabino e ouso parafraseá-lo, notadamente quando diz:

De tudo ficaram três coisas:

a certeza de que estamos sempre começando…

a certeza de que é preciso continuar…

a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar…

 PORTANTO DEVEMOS

 fazer da interrupção um caminho novo…

da queda, um passo de dança…

do medo, uma escada…

do sonho, uma ponte…

da procura, um grande encontro! 

A caminhada que fizeram, ou melhor, que juntos fizemos, numa escola que não teve medo e nem se acovardou no seu ato sublime de fazer a verdadeira educação; que se escancarou a todos que dela se serviram e que comungou, com fidelidade, dos sonhos que vocês ousaram erguer em suas vidas, essa caminhada, com certeza absoluta, permitiu a formação de seres humanos ricos em valores e princípios, mas também de inquestionável e indiscutível competência, sobretudo porque emprestaram as suas melhores atitudes e propósitos nessa formação profissional concluída ou em conclusão.

Eu, enquanto educadora, continuo acreditando na utopia de fazer educação conjugando o verbo coletivizar. Coletivizar competências, propósitos, verdades, transparência, sonhos, ideários… Coletivizar princípios e valores reclamados num mundo, ainda hoje, tão conturbado e de tantos desencontros.

Eu aprendi, coleguinhas, nessa jornada, a grande lição que agora faço questão de propagar, onde quer que eu esteja: a lição da pertença!

Então, meus coleguinhas, não se distanciem daquilo que me ensinaram. Busquem viver, em profundidade, a lição da pertença! Pois, que adianta a eloquência, se a arrogância é o que se sabe oferecer?

Que adianta o alto desempenho, se a prepotência é a atitude conservada?

Que adianta a capacidade de empreender, se não aprendo a exercitar a lição da coletivização das competências dos que me cercam, pois afinal, o ignóbil status de estrela solitária precisa sobressair?

 Que adianta a performance de excelência em resultados, se encimesmada, subjugo a ética e violento a honestidade e a integridade dos seres que perfilam ante a minha avidez por dividendos?

Não é pela licenciosidade que a autonomia do pensar e do ser será construída. Ao contrário, será por meio da aflorada criticidade e capacidade de transitar, respeitosa e sabiamente, nas diferenças.

Então, peço a cada um de vocês, que aguerridamente alcançaram a formação que agora saboreiam, e aos que estão por alcaçar:

1- Nunca se esqueçam da grande lição de pertença que ensinaram;

2- Jamais se afastem dos princípios que norteiam suas vidas;

3- Em hipótese alguma ignorem a história de vida que constróem, dia após dia, com verdade, ética e justiça.

Obrigado por me ensinarem tanto! Fica o convite de Sabino: construir escadas e pontes para os grandes encontros que a vida oferecerá!

Eu me orgulho muito, mas muito, de cada um de vocês!

Um grande e enorme beijo no coração de cada um!

 

Sejam muito felizes!

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