A importância do pai na vida dos filhos

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A importância do pai na vida dos filhos

Estamos em pleno século XXI, cada vez mais podemos observar mulheres à frente das famílias, dos negócios. Verdadeiras lideres tanto no quesito financeiro, quanto no emocional e físico. Somos literalmente poderosas, e por mais que tenhamos nos esforçado historicamente para mostrarmos à sociedade quem somos e que somos capazes de assumirmos todos os papeis e criarmos nossos filhos sozinhas. Me perdoem as radicais, mas precisamos reconhecer que o pai tem um papel fundamental na criação de nossos filhos.

Já escutei, por várias, vezes mulheres dizendo que a presença de um pai não é assim tão importante. Entendo o ponto de vista. As mulheres são tão fortes, tão batalhadoras, tão ultra em tantas áreas, que realmente compreendo essa forma de pensar. Quantas mulheres estão tendo que levar uma família inteira nos ombros e fazem isso com maestria? Admiro. De verdade. Merecem uma verdadeira salva de palmas. Fazem isso com tanta garra, que seus filhos simplesmente podem chegar a dizer que o pai foi uma figura inexpressiva em suas vidas e que não sentem sua falta. Isso pode ser verdade. O pai realmente foi uma nulidade, logo não existe motivo para sentir sua falta e, para alguns, isso pode levar ao adágio de que, ser um pai não fez diferença, então é possível que a presença de qualquer um possa ser posta na berlinda. Há quem diga: terei meus filhos sozinha. Não tive pai, ele não fez falta e sei que dou conta.

É sabido, que o fato de alguns homens, tristemente, abdicarem da alegria de educar seus filhos e de fazer parte da vida e do crescimento deles não anula o que suas presenças poderiam ter feito ou o que elas poderiam ter contribuído para o desenvolvimento das crianças, futuros adultos. O homem, ao se tornar pai, carrega em si a chance de ser um mundo para outro ser. Carrega autoridade, força, segurança, coragem. Sua presença na vida desse novo ser pode fazer toda a diferença e, para muitos, isso depende da escolha de efetivamente querer desempenhar esse papel e realmente crescer como ser humano.

Segundo um artigo de 2010, da Associação Americana de Psicologia, que li meio que sem querer, as memórias de uma relação calorosa com o pai durante a infância estão diretamente relacionadas com a capacidade para enfrentar o estresse do dia a dia. O pai desempenha um papel fundamental na saúde mental dos seus filhos, e isso é visível na idade adulta. Os homens que relataram ter mantido uma boa relação com o pai durante a infância tendem a ser menos impulsivos na forma como reagem aos eventos estressantes do dia a dia do que aqueles que relataram relações mais pobres.

É incrível como esse estudo pode ser um exemplo de que a influência positiva ou negativa do pai nem sempre é tão óbvia. É claro que nem todos os impulsivos assim o são por causa de seu relacionamento com o pai. Mas é uma possibilidade. O pai pode fazer maravilhas e também pode fazer grandes estragos. Tanto com sua presença quanto com sua ausência. Mas isso, com toda certeza, também acontece com a figura materna. Dependerá da maneira como cada um entender e se dedicar ao seu papel.

O fato é que, não é fácil ser pai ou ser mãe, a responsabilidade é muito grande e nem todos estão preparados para assumi-la como deveriam. O ideal? O ideal, a meu ver, é um pai consciente de suas possibilidades, de suas limitações, mas que não se esquiva de sua responsabilidade quando acha que pode não dar conta. Enfrenta o “tranco”. Mostra coragem, vai à luta contra suas más inclinações, contra seus defeitos. Escorrega de vez em quando e não tem vergonha de, nessa hora, estender a mão na direção da mulher e pedir-lhe ajuda. Age dessa maneira até sem saber que, assim, mostra uma grandeza imensa diante dos filhos que o observam. Esses pais, que existem sim, também merecem aplausos. Pois, vão contra o que se prega na sociedade. São ativos, são dotados de uma humanidade linda e, ao meu ver, são muito, mas muito mais homens. Eles fazem a diferença para os filhos, para a sociedade, para mundo!

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