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O desafio de viver

Desde que nascemos ouvimos que a vida é um grande desafio. Que precisamos nos preparar, aprender a fazer escolhas, sermos seguros de nossas ações, competentes naquilo que nos comprometemos a fazer, é certo, mas nem por isso nossas ações precisam ser experiênciadas como um pesado fardo.

Não podemos enxergar a vida como uma constante sucessão de obstáculos, os desafios são oportunidades de crescimento e de evolução. A existência precisa ser vista como uma caminhada onde o prazer também se faz presente.

Se cada vez que diante de nós as circunstâncias se mostram totalmente adversas aquilo que queremos – ou seja, que contrariam nossas expectativas e nos desequilibram emocionalmente -, nos deixarmos dominar pelo desânimo, a amargura ou a falta de fé, certamente estamos desacreditando no real motivo de nossa existência. Estamos desacreditando em nossa capacidade de reconstrução. Estamos nos entregando ao fim, sem ao menos termos chegado a esse.

Ao invés disso, por que não entendermos que esse é o momento de observar cada situação, sem compara-las com outras já vividas, pois fazer comparações podem nos levar a cultivar a crença direcionada pela mente, que não existe possibilidade de construir uma vida diferente daquela que está diante de nós.

Essa é, aliás, a principal causa de infelicidade e insegurança que domina a maior parte dos seres humanos. Ao invés de confiarem em um Deus infinitamente justo e bondoso e entenderem a capacidade intrínseca, que cada um de nós possuímos, de criar novas possibilidades, muitas das vezes nos mantemos agarrados ao conhecido, como se ele fosse um destino inexorável, do qual não podemos nos libertar.

Precisamos vez ou outra nos lançarmos ao desconhecido para compreendermos, de fato, o dom de criar o novo e aprendermos a desaprender. Quanto maior minha necessidade de aprender a conviver até comigo mesma, maior será a chance de transformarmos o mundo em que estamos inseridos, em um mundo melhor, mais digno até mesmo para aqueles que virão.

Assim como você já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e as vezes até mesmo esquecer pessoas inesquecíveis. Já agi por impulso, já me decepcionei e já fiz decepcionar. Já sorri quando não podia, assim como já gritei e pulei de tanta felicidade. Já tive medo…mas vivi e ainda vivo, porque não devemos passar pela vida. Devemos viver, mesmo em meio a desafios, porque o mundo pertence a quem se atreve a acreditar que a vida é muito para ser insignificante.

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